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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bibliografia Anotada II


Descrição:
Este artigo debruça-se sobre o papel do  professor em e-learning nomeadamente numa abordagem conectivista.
Começa por referir os papeis mais tradicionais do professor como a orientação dos alunos, indicação das atividades a desenvolver, acompanhar na atividades, etc. Esta centralização no professor vai ser atenuada com a aprendizagem entre pares que nos traz o conectivismo. Através da internet os alunos podem contactar com diferentes especialistas e escolher as suas fontes para o desenvolvimento do conhecimento. A informação aparece então fragmentada em vários locais e o professor perde o controlo das escolhas feitas pelos seus alunos.
Este é o motivo que o papel do professor se altera neste tipo de modelos. Siemens sugere a substituição do controlo por influência. O professor irá então influenciar a construção da rede e participar nela. As partilhas feitas pelo professor serão obviamente valorizadas pela rede. O professor terá também um papel importante na agregação da informação, na ajuda a filtrar a informação. Simens refere ainda a importância da presença social na web do professor através de uma ou várias ferramentas: blogue, twiter, facebook, youtube, etc.

Comentário:
Um dos aspectos interessantes deste artigo, é a referencia ao facto da maior parte das ferramentas que estão disponíveis para o professor desempenhar o seu papel são recentes, tendo menos de 10 anos de vida. Ou seja o papel do professor que era relativamente estável ao longo de décadas altera-se de forma profunda. Ao professor não basta ter solidos conhecimentos técnicos e ter aptidão pedagógica. Necessita saber gerir a sua presença social online e ter a capacidade de dinamizar a rede da qual faz parte.


domingo, 18 de novembro de 2012

Bibliografia Anotada I




Descrição:

Este artigo de George Siemens debruça-se sobre a Teoria de Aprendizagem que emerge dos ambientes virtuais intitulada por conectivismo. Começa por referir as três principais teorias de aprendizagem que orientavam (e ainda orientam) as situações de aprendizagem formal: Comportamentalismo, Cognitivismo e Construtivismo e chama a atenção que estas teorias foram desenvolvidas numa fase anterior à era digital.

O artigo refere a questão da necessidade de atualização da informação que é maior hoje que a que acontecia há algumas décadas atrás. Também o tempo que leva uma informação a tornar-se obsoleta é menor nos dias de hoje.
Em relação à aprendizagem há diversos aspectos interessantes que surgem no texto. Nomeadamente a importância da aprendizagem informal, das redes pessoais, das ferramentas que utilizamos todo isso irá contribuir para a construção do conhecimento.

O artigo faz uma pequena revisão em relação aos conceitos de Comportamentalismo, Cognitivismo e Construtivismo e aponta-lhes algumas limitações nomeadamente o impacto da tecnologia na aprendizagem que não é tido em conta nestas teorias.

O Conectivismo surge como uma teoria alternativa que assenta nas ligações, nas redes e até no caos que estas ligações provocam nos processos de aprendizagem de cada aprendente. Valoriza a diversidade de opiniões e no processo de decisão dos aprendentes na seleção da própria informação.
O artigo foca ainda a questão da gestão do conhecimento ao nível organizacional. No fundo a rede de conhecimentos de cada elemento de uma organização contribui para o conhecimento da organização como um todo.

Comentário:

O conectivismo prende-se à importância de saber onde encontrar o conhecimento como uma base tão ou mais importante do que o possuir esse próprio conhecimento. É valorizada a capacidade de aprendizagem e de atualizarmos o nosso conhecimento. A compreensão deste modelo é fundamental para nós enquanto estudantes do mestrado de Pedagogia do E-Learning pois será através da rede que criarmos entre nós, com colegas de outros anos, com professores, com outros profissionais e estudantes da área que iremos construir o nosso percurso de aprendizagem.